Estudantes, militares e empresários protestam em São Bento
por LA
A contestação não pára. Na mesma quarta-feira, 24 de Outubro 2012, três protestos convergiram para a Assembleia da República. Pelas 14 horas, mais de uma centena de estudantes do ensino secundário partiu da Praça Luís de Camões em direcção à Assembleia da República, gritando: "O passe escolar não é para cortar" ou "A luta continua, os estudantes estão na rua". Às 17h30 nos Restauradores, cerca de mil militares da GNR iniciaram uma manifestação que seguiu também para São Bento, clamando contra o orçamento de estado e outras questões profissionais. Entretanto, dentro do parlamento, o debate sobre a redução do IVA na restauração para 13% acabou com os gritos de indignação dos empresários do sector, tendo as galerias do Hemiciclo sido evacuadas.



Uma centena de estudantes manifestou-se no dia 17 de Outubro, quarta-feira, pela reposição do passe escolar que foi retirado neste ano lectivo. Os estudantes querem voltar a ter o desconto de que usufruíam no passe mensal. “É complicado para muita malta, nomeadamente a que vem de Vila do Conde, Póvoa de Varzim e Maia, pagar 60, 80 e 100 euros por mês para se deslocar ao polo universitário do Porto”, disse uma dirigente da Associação de Estudantes da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (AEFBAUP), que teve a iniciativa do protesto e contou com a solidariedade de associações de estudantes de outras instituições, como AEESEP, AEFLUP, AEESMAE e AEFAUP.
Reformados e pensionistas pretendem criar um amplo movimento cívico de defesa dos seus direitos. A situação em que o Orçamento do Estado vai colocar o país é particularmente gravosa para os Reformados e Pensionistas que, para além dos novos escalões do IRS e da sobretaxa, ainda vão ser sujeitos a um corte no seu salário desde que superior a 1350 euros ilíquidos. Estas medidas põem em causa a esperança num final de vida digno e prejudicam gravemente a possibilidade de apoio aos filhos e netos desempregados, numa voragem assustadora. Este movimento nascente reúne pela primeira vez na próxima segunda-feira, dia 22 de Outubro, em Coimbra, e apela ao contributo de todos os que puderem estar presentes, contributo que "é decisivo pois estamos num momento crucial das nossas vidas e temos que dar voz ao futuro".
Os Trabalhadores da Agência Lusa iniciam na quinta-feira, dia 18, uma greve de quatro dias, contra a intenção do Governo de reduzir em cerca de 30 por cento o valor do contrato de serviço noticioso e informativo de interesse público. Essa redução comprometerá gravemente o funcionamento e a dimensão da rede nacional e internacional da Agência, bem como a qualidade editorial dos serviços por ela prestados. "Esta greve foi pensada de forma a mostrar a falta que faz o trabalho da Lusa a todos os órgãos de comunicação social, sejam jornais, sites noticiosos, televisões e rádios”. A Lusa divulga, mensalmente, quase 12 mil notícias, em termos médios 392 notícias por dia, e mais de 2.500 sons e vídeos.Entre várias acções de luta, os trabalhadores da Lusa deslocar-se-ão ao jornal Público, também em greve na sexta-feira dia 19, no âmbito de uma acção convocada por jornalistas de diversos meios de comunicação social.
Centenas de pessoas - empresários e trabalhadores da restauração - manifestaram-se na terça-feira, dia 16 de Outubro 2012, com tachos e panelas frente à Assembleia da República para reivindicar que o Governo recue na decisão tomada em 2011 de aplicar ao sector a taxa máxima do IVA (23 %), fazendo-a regressar aos 6% que vigoravam anteriormente, ou pelo menos a 13%. O Movimento Nacional de Empresários da Restauração (MNER), criado há cerca de 2 meses e meio, tem apoio das associações do sector e lançou uma petição com cerca de 34 mil assinaturas que será discutida no dia 24 na Assembleia da República. O aumento do IVA poderá causar a falência de mais 28 mil empresas em 2013.
Quando já se fala em requisição civil dos estivadores - primeiro os 